uma carreira, uma postura e um blogue todinho meu

•16.Setembro.2008 • 2 Comentários

Já havia ensaiado um monte de vezes construir um blog direto no Todos Os Nomes – quem anda aqui faz tempo teve a chance de andar por todos os endereços “provisórios”. Mas sempre eu esbarrava num ou outro problema técnico e lá se vai a idéia, eu acabava voltando para o blog antigo.

Mas os meus problemas acabaram! Cansado de me sentir enfadado com a mesma cara, enquadrado com as mesmas colunas resolvi criar vergonha e aprender a fazer o próprio blog! aê! Migrei pro Linux, baixei o pacote do wordpress (enfim em português) e saí configurando tudo. Personalizado até certo ponto (afinal, ainda não domino esse tal de PHP), o novo blogue é bem mais maleável e surpresas podem aparecer a qualquer momento. Só tenho lamentado o fato de que não consegui ainda transferir o box de músicas. Questão de tempo.

Endereço novo da casa: http://www.todososnomes.com.br

Este é, ao mesmo tempo, o último pôste do antigo blogue e o primeiro deste novo. Por um tempo, este blogue vai continuar ativo, sem postagens, só a referência. Depois, ele se apaga. Como podem ver, nada se perdeu, a não ser algumas amarras. E isso, pra mim, é o mais importante. Boas vindas!

eu já sou velho pra estar aprendendo

•22.Agosto.2008 • 6 Comentários

A frase do título é só uma força de expressão, adianto logo. Aprender é um troço que não se acaba nunca, mas tenho uma nítida impressão que tá na hora de eu mudar um pouco essa prosa. Não quero mais descobrir coisas desagradáveis, isso tá me deixando cansado. Meu sonho é só me surpreender pras bandas das coisas boas, sabe? de repente perceber que fulano de tal tem uma idéia super massa, uma paixão pela vida e por coisas ótimas, isso é impagável! Não vou dizer que não exista gente assim porque estou encontrando com uma ou outra de vez em quando. O problema é que a média é pra baixo, meu filho, tá faltando gente com tesão nesse mundo!

Quando me deparo com essa estirpe é sempre de ruma, isso é verdadeiramente triste. Vem encangado logo uns cinco, seis, uma dúzia! imagina… Não tenho tanto estômago pra isso quanto gostaria, até consigo disfarçar (ainda) uma levíssima decepção, mas é fato: pra mim é mesmo que a morte. Gente pequena… acho melhor esquecer que existiu porque aí não fica rastro, nem na memória, dessa gente.

Pronto, purguei um tanto mais essa minha azia. Vai passando e daqui a pouco acaba.

Ah, vou colocar música nova no Box, em homenagem à Feira da Música 2008, da qual estou participando com gosto, apesar da vida ser dura.

have a Nietzsche day

•6.Agosto.2008 • Deixe um comentário

“Quanto mais nos elevamos, mais insignificantes parecemos para aqueles que não conseguem voar”
Aurora

na hora que as coisas se complicam

•4.Agosto.2008 • 6 Comentários

ter uma criança em casa novamente, todos os dias, é a parte de retorno à rotina. Mas a trilha sonora que ele anda cantando é dose! A última: “mina, teus cabelo é da hora…” Sem contar que ele inventou um cabelo “mói de cano”, segundo a sua própria definição!

presença

•3.Agosto.2008 • 3 Comentários

assim… pode não parecer, mas eu estou aqui, viu?

viajar para que? para onde?

•8.Junho.2008 • 8 Comentários

Tenho que fazer viagens com este meu novo trabalho. Trabalhos de campo precisam de registros e de entrevistas, muitas vezes forçadas, porque algo precisa ser produzido para o tipo de comunicação adotado… nem vou discutir isso agora, enfim. O fato é que eu viajo.

A última foi para um povoado chamado Atoleiro, praticamente na divisa do Piauí e do Ceará (tanto que para chegar lá passei por Pedro Segundo-PI). O lugar está bem caracterizado pelo nome. Anti-tucanês total. Passei dois dias visitando a casa do seu Gonçalo, de 83 anos. Ainda vou escrever sobre ele, mas agora não.

O tema deste texto surgiu na pousada, minha estada durante uma noite. Na hora do jantar, três homens conversavam – enquanto esperavam uma carne que estava assando – sobre o beijo do casal de rapazes na novela das oito. Dava pra notar o moralismo misturado com a saliva mas, até aí, nenhuma surpresa, não é?

A carne chegou à mesa e com ela a teoria mais extravagante que já ouvi. Um deles, o mais jovem, comentou que havia lido numa revista que o homossexualismo é uma disfunção genética. Claro, não era uma coisa tão simples. Segundo a revista, a criança quando está se formando, recebe uma carga de testosterona e isso determina se ela será hetero. Não satisfeito com o poderoso argumento, ele ainda disparou: é assim mesmo, a gravidez é um negócio que envolve muito risco.

Fiquei imaginando a cena: o bebê se formando, sem orientação sexual muito bem definida, aí vem uma lufada de testosterona e pronto! Vai ser machão! Na ausência dela, aí… bom, fico imaginando que ele deve ter a mesma teoria, só que de forma invertida, para as mulheres. Está lá a bebê e puft! vem a testosterona e muda tudo na vida da pessoa. Imagino a culpa que os pais devem sentir, né? Meu deus, soltei sem querer a testosterona na criança errada! ó céus! Eu e minhas viagens.

conhecer sua própria complexidade

•28.Maio.2008 • 7 Comentários

Não sei como é essa frase em grego, mas se soubesse ela ficaria num pedacinho de tábua, em cima da porta da minha cozinha, tipo como na cena do Oráculo no filme Matrix. Sinceramente, para mim só existem dois tipos de seres humanos que consigo distinguir: os mononucleados e os complexos.

Não conta o gênero ou a opção sexual, a cor ou a etnia, a grana ou a falta dela. Complexidade é uma conquista de poucos e poucas e tem filósofo e psicanalista que passou a vida inteira estudando isso. Nessa vida, conhecemos pouco seres complexos e eles são bons. Por força de ofício (os que escolhi para mim, que são dois) encontro muita pessoas com potencial e eu pelejo com elas. Com força. Chego a ser chato uma porrada de vez.

Mas falho várias vezes também, permanecendo na labuta por pura, e incorrigível, esperança. Não só de que novas complexidades passem pelo meu caminho, como também pela esperança de que a minha complexidade se transforme em algo cada vez mais profunda – e eu mais louco por tabela. Porque da minha loucura inofensiva haverá de nascer ao menos um sorriso inigualável.